Review: Ford Fiesta Titanium Plus 1.0 Ecoboost 2017

Postada em: 23/07/2016 13h28m
Atualizado:   23/07/2016 13h30m

Torque, potência, cavalos, consumo e até turbo lag são informações necessárias quando você está buscando um veículo — principalmente se você for um gearhead. Basta alguma montadora colocar um novo carro no mercado, que o consumidor encontra milhões de detalhes sobre o desempenho do veículo. Contudo, quando falamos em tecnologias embarcadas e o quanto elas podem ser benéficas — ou não —, existe um certo buraco. Pegamos para teste o novo Ford Fiesta 1.0 Ecoboost 2017 e estamos aqui exatamente para isso: lhe mostrar as tecnologias que o carro oferece.

A Ford anunciou a chegada do Fiesta 1.0 Ecoboost no mês passado. Esse modelo chega como top de linha da série Fiesta (Titanium Plus) e tem um preço de R$ 71.990. Por ter 125 cavalos, o motor turbo do carro é o mais potente disponível atualmente, nesta faixa, batendo concorrentes como o Volkswagen Up! TSI e o Hyundai HB20 Turbo, que registram 105 cavalos de potência.

Mais detalhes técnicas sobre o motor, só para não passar desapercebido? É um Ecoboost de 3 cilindros com um turbocompressor, que não é flex – ou seja, é abastecido somente na gasolina –, com um câmbio automatizado de dupla embreagem e uma aceleração de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos. Por último: o torque máximo, e uma das melhores partes do pequenino motor turbo, é seu torque máximo de 17,33 kmgf que já é sentido logo na faixa intermediária das 6.000 rpm que o propulsor alcança

Pronto, passados os números que a Ford garante, agora você vai conhecer mais sobre os sistemas de tecnologia que a montadora colocou no Fiesta 2017.

Sem touch, mas com experiência completa

Assim que você entra no novo Fiesta, caso tenha na memória imagens do modelo anterior, é possível notar algumas mudanças no que toca o desenho o painel. Veja: o design central e as disposições são praticamente as mesmas, porém, o material utilizado no entorno dos botões abaixo do computador de bordo é mais brilhante e entrega uma aparência mais premium ao veículo.

Talvez, por causa dessa aparência premium, uma tela grande e sensível ao toque é esperada. Ela não vem, mas a Ford colocou um pequeno computador de bordo (tela 3,5") que, apesar do tamanho, tem espaço suficiente para passar todas as informações de maneira clara, sem que você tenha que apertar os olhos.

"O SYNC Media System é bem intuitivo, mas peca na falta do touch"

Se o seu smartphone é a sua vida, pode ficar bem tranquilo. O sistema multimídia que a Ford colocou, chamado de SYNC Media System, oferece uma interação intuitiva. A disposição dos botões no painel e a maneira em que o sistema é apresentado no computador de bordo — e também quando falamos em portas e possibilidades de conexão — tornam o acesso mais fácil, além de rápido.

Você pode conectar o seu smartphone via USB, entrada auxiliar ou conexão Bluetooth. É interessante notar que as portas USB/AUX ficam logo abaixo do freio de mão, com espaço próprio para acomodar o celular. Ou seja: nada de ficar com um dispositivo "sambando" enquanto dirige. O SYNC também roda CDs e MP3s, caso você ainda esteja preso nos anos 90 — tente levar na brincadeira.

Justiça seja feita, em partes: o Fiesta não é o carro top de linha da Ford. Apesar de oferecer muitos pontos que lembram um veículo premium, é necessário lembrar que os mimos e as tecnologias de pontas são realmente colocadas em carros como o Fusion e o Edge, que partem de R$ 114 mil e R$ 229 mil, respectivamente. Mesmo assim, mesmo com o bom trabalho que o SYNC faz, ele poderia fazer melhor — principalmente por estar na faixa dos R$ 70 mil. Sendo claro: o Chevrolet Onix (na faixa dos R$ 40 mil) e o novo Gol (na faixa dos R$ 50 mil), chegam com uma tela sensível ao toque de tamanho suficiente e espelhamento iOS e Android. 

Review: Ford Fiesta Titanium Plus 1.0 Ecoboost 2017

Dedos, por que tê-los?

Utilizar os dedos para mexer no menu enquanto dirige é um erro. Sim: além de você tirar os olhos da rua e de outros veículos, o SYNC oferece uma opção bem clara e fácil de usar, que são os comandos de voz.

Por meio dessa tecnologia, você pode atender ligações que chegam no smartphone e realizar outras, pode enviar mensagens de texto SMS e também ouvi-las. Isso significa que você não precisa ficar olhando para a tela do smartphone e arriscar o perigo de entrar na traseira de uma carreta.

Mesmo assim, se você é uma pessoa que gosta de usar os dedos, o volante está cheio de botões. Só no lado esquerdo, você encontra: 

Controles de áudio Controles de volume de som Controles de telefone Controles de trocas de estação/música Controles de climatização (por voz via SYNC)

Já no lado direito do volante,  Ford incluiu algo que é esperado num carro com esse valor, que é o Piloto Automático. Você consegue determinar uma velocidade a ser mantida constante na estrada por meio de alguns cliques com o dedo.

É bom notar que não tivemos qualquer dificuldade para utilizar a tecnologia SYNC. Toda a disposição é bem intuitiva e, tanto conectando o celular via USB, via AUX ou Bluetooth, o processo é bem tranquilo. Porém, caso você vá fazer a conexão com as mãos, sem os comandos de voz, é recomendável estar com o carro parado — mais rápido e sem riscos.

Uma das tecnologias que a Ford incluiu no SYNC é o AppLink. Ela age como uma intermediária entre você e os aplicativos no seu smartphone. Isso significa que você pode interagir com apps por meio de comandos de voz. Por exemplo, você pode navegar pelo Spotify e Google Music, trocar músicas e listas de reprodução com apenas algumas palavras.

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