Ícone do site Teech

Suíça Alerta: Segurança e Privacidade Levam Órgãos Públicos a Evitar Microsoft 365 e SaaS

A Suíça emitiu uma recomendação para que órgãos públicos evitem a transferência de dados críticos para ambientes externos.

A Privatim, grupo de encarregados de proteção de dados da Suíça, alertou órgãos governamentais sobre o uso de softwares em nuvem como o Microsoft 365 (antigo Office 365). Eles recomendam que instituições públicas evitem plataformas SaaS — programas online acessados por assinatura — e serviços de grandes provedores internacionais, citando pontos críticos de segurança e privacidade.

O documento, resultado de uma conferência setorial e divulgado na semana passada, destaca a preocupação com a ausência de criptografia de ponta a ponta efetiva e o risco de acessos indevidos a informações estratégicas. Além disso, aponta que plataformas em nuvem sujeitas ao CLOUD Act dos EUA podem não atender aos padrões de proteção para dados sensíveis exigidos pela Suíça.

Por que a Suíça desaprova o SaaS no setor público?

Segundo a autoridade de privacidade suíça, muitos serviços SaaS ainda permitem que os provedores acessem dados em texto puro, o que é incompatível com as práticas de segurança exigidas para informações legalmente protegidas. Outra crítica relevante é a possibilidade de essas empresas alterarem seus termos de serviço unilateralmente, comprometendo garantias previamente acordadas.

“O uso de aplicativos SaaS implica uma perda significativa de controle” – Privatim

Quando uma plataforma opera fora do domínio governamental, a instituição perde a capacidade de intervir em caso de violações de direitos. A orientação é, portanto, evitar a exposição de dados críticos a ambientes externos, exceto quando não houver outra opção.

O relatório conclui que, na maioria dos casos, soluções de grandes fornecedores internacionais, como o Microsoft 365, são consideradas inadequadas para o setor público suíço.

Casos recentes ampliam alerta

Enquanto a Suíça intensifica suas diretrizes, incidentes recentes no cenário digital global continuam a evidenciar fragilidades.

Sair da versão mobile