O aplicativo Discord está implementando um método para lidar com o consumo excessivo de memória RAM em sistemas Windows, que tem levado a reinícios automáticos em certas situações. Essa medida não é um erro, mas sim parte de um mecanismo temporário criado pela empresa para evitar travamentos causados por alta demanda de memória.
Nas últimas semanas, este ‘freio de emergência’ tem sido aplicado: quando o cliente do Discord ultrapassa 4 GB de uso de RAM, o programa é encerrado e reiniciado automaticamente. A empresa não divulgou uma data para desativar este sistema provisório, indicando que o foco ainda está na correção das falhas que fazem o aplicativo consumir mais recursos do que o esperado.
O Discord esclarece que o reinício é intencional. Normalmente, o aplicativo deveria operar com menos de 1 GB de memória. Contudo, usuários têm enfrentado problemas de vazamentos de RAM, travamentos e outros comportamentos que elevam o consumo muito acima do previsto. Para mitigar esse impacto, o Discord só reinicia em condições específicas: o aplicativo deve estar ocioso, sem chamadas ativas e ter sido mantido aberto por, no mínimo, uma hora. Além disso, o procedimento ocorre no máximo uma vez por dia e preserva rascunhos de mensagens e canais já abertos.
Desde outubro, a companhia afirma ter corrigido ao menos dez falhas relacionadas à memória, o que resultou na redução do consumo para uma parte significativa dos usuários. A equipe também adicionou novas ferramentas de diagnóstico e está colaborando ativamente com fabricantes de hardware e desenvolvedores de drivers para eliminar problemas em nível de sistema operacional.
Uma parte da comunidade de usuários atribui essas dificuldades ao uso do Electron, uma estrutura que permite a criação de aplicativos desktop a partir de tecnologias web. O argumento é que, como o Discord funciona de maneira similar a uma janela do Google Chrome – com cada servidor agindo como uma aba isolada – o consumo de RAM tende a ser maior em comparação com softwares desenvolvidos de forma nativa. Outras plataformas populares como Microsoft Teams, Slack e Twitch também utilizam o Electron.

