A tecnologia 5G já representa 20,4% dos acessos móveis no Brasil, totalizando 55,1 milhões de linhas ativas. Os dados recentes indicam uma expansão significativa da cobertura, embora o ritmo de adoção ainda seja um ponto de discussão.
O balanço mensal mais recente dos serviços de telecomunicações, referente a outubro de 2025, revelou que o 5G ultrapassou a marca de 20% de participação no mercado nacional. Ao todo, o Brasil registrou mais de 55,1 milhões de linhas ativas na nova tecnologia, configurando 20,4% do total de acessos móveis do país.
Excluindo os acessos máquina a máquina (M2M), que são usados para automação e Internet das Coisas (IoT), a penetração do 5G é ainda mais expressiva, atingindo 25,4% das linhas. A base de usuários da tecnologia cresceu 50% nos últimos 12 meses, adicionando 18,3 milhões de novos acessos.
No panorama das operadoras, a Vivo mantém a liderança no segmento, com 22,1 milhões de celulares 5G em outubro de 2025. A empresa também se destacou nas adições líquidas do ano, com 6 milhões de novos clientes, seguida pela Claro (5,8 milhões) e pela TIM (3,1 milhões).
Crescimento do 5G é mais Lento que o do 4G
Apesar da expansão, a curva de adoção do 5G no Brasil está acontecendo em um ritmo mais lento do que o do 4G no mesmo período inicial. Especialistas apontam o preço dos smartphones compatíveis como a principal barreira para a migração de usuários.
Enquanto o 4G viu uma rápida queda nos preços dos aparelhos em seu ciclo inicial, o 5G ainda representa um custo elevado para muitos consumidores. A média mensal de adições líquidas de celulares 5G em 2025 foi de 1,5 milhão, uma ligeira redução comparada à média de 1,6 milhão por mês em 2024. Essa desaceleração sublinha a necessidade de democratizar o acesso aos dispositivos para sustentar o crescimento.
Disponibilidade da Rede
A infraestrutura da rede é outro fator crucial para a consolidação do 5G. Dados de janeiro de 2025 revelam que os usuários permanecem conectados ao 5G por apenas 13% do tempo. Para expandir a cobertura e a disponibilidade, especialistas sugerem a liberação e o uso de frequências mais baixas, como as faixas de 600 MHz e 700 MHz, que oferecem maior alcance de sinal e melhor cobertura em ambientes internos e áreas periféricas.
Com base nas tendências atuais, projeta-se que o Brasil finalize 2025 com aproximadamente 59 a 60 milhões de celulares 5G. A estimativa para o final de 2026 é que a base de acessos atinja a marca de 80 milhões.
